ALAORPOETA

ALAORPOETA

17 janeiro 2015

A COLISÃO TRÁGICA DE MUNDOS NÃO SINCRÔNICOS



















Assentado na terra em louvação da Pátria, 
um naco de céu reluz dois olhos azuis;
era Mártir! como lhe jurara a Madrasta.
- Ó Verdade! traga logo a ele sua luz.

De súbito um ruído de asas pousou
sobre o peito do soldado e acampou estátua.
- Alguém aí? sabe que à espera estou,
já não nutre mais serviço esta carne fátua.

Perdera um dos braços, a boca sangrava...
- Profeta! que tanta demora que me mata?
Mas o silêncio comia o seu coração.

- Ó Misericórdia! por que perder antes a alma
aos olhos? Alguém aí que agora me salva?
Um canto cuspiu no prato: - Sem compaixão.

Alaor Tristante Júnior

ILustração: imagem do Google

Um comentário:

  1. Não o salvo, também fui eu quem pagou a bala que o atravessou. Retribua-nos, sua Pátria, que o bancamos na sua diversão. Vá! Justo pagamento.

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