ALAORPOETA

ALAORPOETA

20 setembro 2013

ENQUANTO O SEU LOBO JÁ VEIO...





















Já o sol masturbava a esperança da terra,
- oh! crianças! seguem num sono de perder
o fôlego! têm na tez a figura séria
da natureza! - no chão frio do amanhecer

padece o piar de envenenadas cidades
e ao longe ainda se ouve o uivo de lobos.
Não era um quarto era um celeiro de milagres
à espera do tempo que se negava ao sopro.

Meninos e meninas num cobertor negro
sonham; porque a vida não os dota do peso
insustentável do ser: - crianças são livres!

Enquanto os homens velam a banalidade
do mal e assistem estúpidos ao naufrágio,
corpos infantes dormem na cena do crime.

ALAOR TRISTANTE JÚNIOR

Ilustração:crianças vítimas de armas químicas na Síria.

7 comentários:

  1. Beleza, Alaor: mandou bem no soneto, uma forma poética nada fácil.

    Solha

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  2. Boa visita ao velho tema da estória infantil e suas conhecidas belezas e violências.

    Solha

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  3. Alaor.... los hombres en otro mundo, no aceptando responsabilidades
    de pequeños inocentes que esperan un mundo mejor, no siendo huérfanos.

    ¡¡¡ interesante !!

    un beso

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  4. "...CORPOS infantes dormem na cena do crime" gostei disso.
    Mas um dia pagarão por esse crime. Me preocupa é se nao PAGAREMOS

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  5. e se não fosse assim, será que essas crianças também transformariam-se, um dia, nesses homens que velam a banalidade do mal e assistem estúpidos ao naufrágio?

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  6. é isso mesmo ,poeta: de longe se ouvem os uivos dos lobos, mas as crianças inocentes têm que ser protegidas, acordadas pelas canções dos poetas.

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  7. ...há tantos e tantos lobos que a "causa" por que lutavam já perdeu a razão. Abçs poeta. _________________________LL

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