05 Novembro 2011
POESIA de URGÊNCIA
Para que serve
a reflexão
sobre o fazer poético
quando
meu corpo fede
mãos piedosas pedem
membros se agigantam
filhos trêmulos
cabeças de cérebro
perguntas se calam
diante da fome
de carne viva e morta
a apodrecer e apodrecendo
é preciso
comer comer comer
Roçzeiral ex vano
eu quero logo
o logro real
dos sentidos
a vida que me dá direitos
morto não sou
nunca fui
existo para o fim
dos meios
Fazer poesia é gozar na cara
na própria cara
enquanto não chega
ser fotografado
para o fugaz
eterno
O mundo?
é viver numa pedra
chamada Terra.
alaorpoeta
Ilustração: "Os retirantes" de Cândido Portinari
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Excelente!
ResponderExcluirAlaor, um belo poema que permeia a vida aqui na terra.
Beijos
Mirze
Se nao fosse possivel a reflexão sobre o fazer poetico aí sim que a fedentina ia ser brava nesta pedra chamada terra.
ResponderExcluirCongratulations....
Alaor, ironico, sagaz seu poema é a realidade da pedra, da terra do universo.
ResponderExcluirparabéns
o comentario anterior é meu. Marianice. Não consigo postar diferente, só como anonimo.
ResponderExcluirContundente e verossímil.
ResponderExcluirBeijos.
Alaor!
ResponderExcluirParabéns pela belíssima entrevista!
Beijos
Mirze
Alaoramigo
ResponderExcluir«O mundo?
é viver numa pedra
chamada Terra.»
Gostei, gostei mesmo muito. Belíssima imagem.
E para quando uma visitinha lá à nossa Travessa?
Abç
Visceral meu caro!
ResponderExcluirimagens e palavras foram tão bem usadas que chocam, emocionam e nos convidam a refletir a realidade, o mundo no qual estamos inserido ou nos inserem.
ResponderExcluirbjs
Conferindo seu belo poema. Como sempre, de parabéns!
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