ALAORPOETA

ALAORPOETA

13 novembro 2011

O PALCO















Como é lindo e limpo
        o cemitério
   no dia de Finados


flores variadas cores 
à sombra das árvores
o espelho das covas
silencia o futuro


ou serão das frutas
o perfume das fotos
renascidas do útero
fecundo das lágrimas?


mas o ano é longo
e a realidade curta
       24 horas
os mortos dos vivos.


Alaor Tristante Júnior

9 comentários:

  1. Bárbaro!

    Os mortos dos vivos, dos vivos que não conseguem entender que a morte é apenas o final de um ciclo.

    Excelente!

    Beijos, poeta!

    Mirze

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  2. O útero é sim fecundo de lágrimas
    quanto a isto o que se pode fazer...
    Será por isto que somos poetas?
    Cantar a vida enquanto nos é dado viver?

    Convido o amigo para, dia 18/11 -7h30 - participar reunião festiva GE, que um dia foi teu e poderá voltar a sê-lo novamente. Teremos cantoria e sarau.Vc está escalado pra cantar Galopeiraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

    Se quiser participar do amigo secreto ( eita desgraça que inventaram) leve algo unisex

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  3. Belo poema fúnebre com ares de Álvaro de Azevedo.

    Muita paz!!!!

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  4. Alaor,

    Maravilhoso o seu Blog e seus escritos!Adorei...meus Parabéns!

    Tenha uma boa tarde!

    Bjs,

    Reggina Moon

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  5. Foi um dia inteiramente vivido sob a égide dos concretamente invisíveis.
    Parabéns
    Rita Lavoyer

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  6. Sí, Alaor, sólo existen 24 horas para recordar a los seres que un día fueron queridos, odiados, acariciados, maltratados...
    El resto del año las flores están secas y el abandono producido por la vida moderna es insoportable.

    Un gran saludo.

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  7. Um Feliz Natal! Um Feliz Natal! E que Deus lhe guarde um próspero ano de felicidades!

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  8. Não há mortos, na verdade. Não os há sem os vivos que eternamente contemplam e concebem a morte - o êxtase é celebrá-la, lembrá-la - como se ela nos fosse possível. Gostei. Voltarei.

    Lícia

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