O PALCO
Como é lindo e limpo
o cemitério
no dia de Finados
flores variadas cores
à sombra das árvores
o espelho das covas
silencia o futuro
ou serão das frutas
o perfume das fotos
renascidas do útero
fecundo das lágrimas?
mas o ano é longo
e a realidade curta
24 horas
os mortos dos vivos.
alaorpoeta
Bárbaro!
ResponderExcluirOs mortos dos vivos, dos vivos que não conseguem entender que a morte é apenas o final de um ciclo.
Excelente!
Beijos, poeta!
Mirze
O útero é sim fecundo de lágrimas
ResponderExcluirquanto a isto o que se pode fazer...
Será por isto que somos poetas?
Cantar a vida enquanto nos é dado viver?
Convido o amigo para, dia 18/11 -7h30 - participar reunião festiva GE, que um dia foi teu e poderá voltar a sê-lo novamente. Teremos cantoria e sarau.Vc está escalado pra cantar Galopeiraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Se quiser participar do amigo secreto ( eita desgraça que inventaram) leve algo unisex
Belo poema fúnebre com ares de Álvaro de Azevedo.
ResponderExcluirMuita paz!!!!
Alaor,
ResponderExcluirMaravilhoso o seu Blog e seus escritos!Adorei...meus Parabéns!
Tenha uma boa tarde!
Bjs,
Reggina Moon
Gostei, Alaor.
ResponderExcluirAbraço.
Foi um dia inteiramente vivido sob a égide dos concretamente invisíveis.
ResponderExcluirParabéns
Rita Lavoyer
Sí, Alaor, sólo existen 24 horas para recordar a los seres que un día fueron queridos, odiados, acariciados, maltratados...
ResponderExcluirEl resto del año las flores están secas y el abandono producido por la vida moderna es insoportable.
Un gran saludo.
Um Feliz Natal! Um Feliz Natal! E que Deus lhe guarde um próspero ano de felicidades!
ResponderExcluirNão há mortos, na verdade. Não os há sem os vivos que eternamente contemplam e concebem a morte - o êxtase é celebrá-la, lembrá-la - como se ela nos fosse possível. Gostei. Voltarei.
ResponderExcluirLícia