O ALÉM DO HOMEM
Quando não houver mais espelhos
cada rosto será a morte
enredada por entre os dedos
de sombras frias em desordem.
Rabiscos de diversas cores
estradas de olhos opacos
no vão dos neurônios valores
fios teclas memórias no vácuo.
O vórtice cinza do amor
de sonhos e mágoas do homem
nos metálicos chips sem nomes
saudades num mundo sem dor
quando as alegrias e dramas
serão conflitos de programas.
alaorpoeta
Ilustração: pintura de Jean Michel Basquiat
Belíssimo Alaor!
ResponderExcluirUm poema além da imaginação! Posso dizer que sua mente está atravessando a fronteira do tempo. Este poema está além do homem
Parabéns!
Beijos
Mirze
Belo [e trágico], os dois últimos versos são perfeitos!
ResponderExcluirAbraço!