ALAORPOETA

ALAORPOETA

01 novembro 2011

O ALÉM-DO-HOMEM






















Quando não houver mais espelhos
cada rosto será a morte
enredada por entre os dedos
de sombras frias em desordem.


Rabiscos de diversas cores
estradas de olhos opacos
no vão dos neurônios valores
fios teclas memórias no vácuo.


O vórtice cinza do amor
de sonhos e mágoas do homem
nos metálicos chips sem nomes


saudades num mundo sem dor
quando as alegrias e dramas
serão conflitos de programas.


Alaor Tristante Júnior


Ilustração: pintura de Jean Michel Basquiat

2 comentários:

  1. Belíssimo Alaor!

    Um poema além da imaginação! Posso dizer que sua mente está atravessando a fronteira do tempo. Este poema está além do homem

    Parabéns!

    Beijos

    Mirze

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  2. Belo [e trágico], os dois últimos versos são perfeitos!

    Abraço!

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