30 Outubro 2011
IDEOLOGIA
Quanto mais penso
no Poder
chego sempre ao
arbitrário
então descanso
nas formas ideais
na dureza dos fatos
no imponderável
do cotidiano
procuro morrer
de viver
a morte do pensamento
enquanto águas de sangue
me afogam no imaginário.
Da liberdade
só nos resta
mastigá-la
impermeável
antes de tudo
sustentá-la
como a folha
de uma grande árvore
e a árvore
perante todas as árvores
e todas as árvores
aleatórias
frente ao universo
do infinito
de tudo
que é nada.
alaorpoeta
Ilustração: A execução de Maximiliano - 1867 - Edouard Manet
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ALAOR!
ResponderExcluirQue poema lindo!O tudo realmente é nada. O poder da poesia é mais arbitrário e mais bonito.
Parabéns!
Beijos
Mirze
Muito bom! Muito bom MESMO!
ResponderExcluirBeijo carinhoso.
Alaoramigo
ResponderExcluirMuito obrigado por me teres enviado a mensagem que me permitiu vir aqui - e em boa hora o fiz. Sou mais para o lado da prosa, mas a poesia também me soa bem.
Por isso, te transcrevo:
«Da liberdade
só nos resta
mastigá-la».
Mas, temos de fazer muito mais com ela; e antes de tudo, defendê-la.
Se fores até à minha Travessa ela passará também a ser tua. Obrigado
Abç
Seu canto é fantástico! Obrigada pela oportunidade de conhecer espaço tão especial. Sigo-te!
ResponderExcluirMeu carinho!
http://pequenocaminho.blogspot.com
Muy bonitas tus letras Alaor, es un grato placer leerte.
ResponderExcluirque tengas una buena semana.
un abrazo.
Por que a sensação do nada frente ao infinito atinge tanto o homem contemporâneo, sobretudo?
ResponderExcluirFica aí a pergunta pra quem quiser responder.
Outra pergunta: o que é mais importante para o homem: a liberdade ou a justiça?
Si, muy bonitas tus letras caro Alaor mais que poeta
gostei pacas, e sint-me aflito com tudo isso
ResponderExcluirMastigar liberdade e engasgar com a violência velada dos homens para com os seus pares!
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