22 Outubro 2011
DUALIDADE
Quem sou eu?
habitante deste corpo
frágil
com prazo de validade
em segredo
que me carrega
autoritário
escravo
às vezes
dou-lhe o troco
digo pare
levante-se
dance uma valsa
Mas quem sou eu?
inventor de mundos
viajante estrelar
sucumbo
à unha encravada
parasita fiel
desconheço
outro corpo
mais moço
mais belo
com pernas
para um chute
mais potente
futura vítima
deste algoz
assassino
impiedoso
de mim
Será eu?
ao contrário
explorador
de peles bocas dedos olhos
cérebro
até reduzi-los a
ossos
quando serei
apenas
versos
Eu?
Quem sou eu?
que pensa
neste efêmero
corpo
andante?
alaorpoeta
Ilustração: "Aula de anatomia do Dr. Tulp" - (1632) - Rembrandt
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Valeu a passada no meu blog.
ResponderExcluirGostei dos seus versos.
Beijo carinhoso.
Alaor!
ResponderExcluirBelíssimo poema, com construção e estrutura que diferem do normal. Adoro isto!
Bravo, poeta!
Beijos
Mirze
Nossa! quem e você?
ResponderExcluirFicamos assim, vc continua sendo o Alaorpoeta e diga-se , dos bons.
Mas.....contanto que vc nao seja curintiano, tudo bem.Não sei se vc sabe, eles nao ganharão o reino do céu.
Concordo com a beleza da poesia e com o talento do poeta mas acho que há salvação até mesmo para curintianos... Eles só não terão "vitórias" como são vendidas nalgumas "casas de crenças" por aí.
ResponderExcluirPassamos por este mundo procurando nossa identidade espiritual, não só voce, mas todos que pensam um pouco, que passam a refletir. Se ir a fundo, chegamos a piração. É vivemos a procura de saber os misterios da vida! e assim o tempo passa. Parabéns Alaor! bela reflexão. da
ResponderExcluirmarianice
Gostei da construção do poema Alaor. E não ouvidos pro Brito não, ele é um despeitado, quem não vai ganhar os reinos dos Céus são os São Paulinos e todo mundo sabe o porquê! kkkkkkkkkkkkkkk
ResponderExcluirBeijuzzzzzzzzzzzzzzzzz
gostei, questionamentos são sempre bem-vindos
ResponderExcluirOlá Poeta...
ResponderExcluirIniciamos nossa existência e findamos com a mesma pergunta "Afinal, quem sou eu??!" tal qual teu poema insistente procura...
"Eu?
Quem sou eu?
que pensa
neste efêmero
corpo
andante?"
Acredito em outras possibilidades, não as convencionais ditadas por interesses obscuros, mas as "experienciadas" por aqueles atentos ao minúsculo ser vivente...na entrelinha do teu poema existe esta experiência... Amei o texto, Parabéns! Bem inteligente o poema.
Grande bj no coração