ALAORPOETA

ALAORPOETA

29 setembro 2011

FLORES DA VERGONHA






















Buracos negros de silêncio
de formas ausentes são pedras
entre postes a ponte pênsil
no vazio de sombras incrédulas.


O céu misturado ao chão
sem vida jaz saudosa chuva
rasteja em busca do perdão
do morto arco-íris: viúva.


Desabrigadas de sentidos
vestígios de mundos ruídos
vermelhas flores solitárias


como a zombar dos fracassados
atravessam pisos minados
e anormais nascem de cesáreas.


Alaor Tristante Júnior


Ilustração: pintura de Adalberto Francisco Tristante

4 comentários:

  1. Rapaz, o queeeee!!!!
    linda poesia.
    Forte, consistente, inspiradora.
    Parabéns.

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  2. Belíssimo!

    Um poema real de um ritmo perfeito!

    Parabéns!

    Beijos

    Mirze

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  3. Curtindo seu poema. Muito bom. Deixo um abraço!

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  4. Que linda, Alaor!

    Wanilda Borghi

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