FLORES DA VERGONHA
Buracos negros de silêncio
de formas ausentes são pedras
entre postes a ponte pênsil
no vazio de sombras incrédulas.
O céu misturado ao chão
sem vida jaz saudosa chuva
rasteja em busca do perdão
do morto arco-íris: viúva.
Desabrigadas de sentidos
vestígios de mundos ruídos
vermelhas flores solitárias
como a zombar dos fracassados
atravessam pisos minados
e anormais nascem de cesáreas.
alaorpoeta
Ilustração: pintura de Adalberto Francisco Tristante
Rapaz, o queeeee!!!!
ResponderExcluirlinda poesia.
Forte, consistente, inspiradora.
Parabéns.
Belíssimo!
ResponderExcluirUm poema real de um ritmo perfeito!
Parabéns!
Beijos
Mirze
Curtindo seu poema. Muito bom. Deixo um abraço!
ResponderExcluirQue linda, Alaor!
ResponderExcluirWanilda Borghi