CONCUPISCÊNCIA
Há um céu retrato de chão
no abismo de nossos desejos
um palpitar sôfrego em vão
e uma língua oculta em beijos.
Orifícios copulam mastros
guerras se entrelaçam em camas
entre castos e mundos vastos
a carne se aviva em chamas.
Pensar que é a vida senão
prazer de cada tentação
enlevos do próprio calvário
concúbitos entre cajados
filas de buracos cavados
o sol germinando do armário.
alaorpoeta
Ilustração: "A tentação de Santo Antão" - Hieronymus Bosch
Excelente, Alaor!
ResponderExcluirO sol precisava germinar e perceber seu poema, rico demais em tudo!
Parabéns, poeta!
Beijos
Mirze
Belo soneto, Alaor.
ResponderExcluirE não está no homem o dom de unir céu e terra, fazendo-os análogos nessa comunhão carnal, incessante progresso da vida?
Parabéns, gostei muito.
Rita Lavoyer
Olha passei para lhe indicar um link agregador que achei muito bom.
ResponderExcluirEstou falando do www.superlinks.blog.br.
Você vai poder divulgar suas páginas, pois os critérios deste site são sérios e vale a pena conhecer e suas páginas possuem excelentes postagens.
Um grande abraços..
Adorei o seu modo de poetar, parabéns: espeeo que também goste de minhas palavras http://mentedosinvalidos.blogspot.com/2011/09/visao.html
ResponderExcluirBelo soneto, caro poeta!
ResponderExcluir