ALAORPOETA

ALAORPOETA

19 maio 2011

GOLES EXTREMUS





























O sumo cálice transborda
e limpa formas adiposas
róseas faces náuseas bordas
sonsas famílias nebulosas.


O mijo pueril engole
o gole senil de quem viu
séculos de desprezo à prole
ébrios no consumo febril.


Entre olhares vagos vulgares
velando castrados os lares
louvadas as últimas taças


sob céus de chumbo impávidos
de rubro chão e mundos grávidos
do estupro de todas as raças.


Alaor Tristante Júnior


Ilustração: "Bacchus" - Peter Paul Rubens

5 comentários:

  1. Muito interessante!

    A última estrofe está um cálice de deslumbre.

    Beijos, poeta!

    Mirze

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  2. Olá! Vi que vc me seguia no Devaneios e vim conhecer seu espaço...
    Encantada com tudo!
    Você escreve maravilhosamente bem!
    Esse poema, em especial, é puro deleite...
    Abraços, Déia

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  3. Como todas e sempre, belo soneto
    Délcio Araujo do Valle

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