ALAORPOETA

ALAORPOETA

26 abril 2011

A GUERRA















Mataram o nº 2, antes, calaram o nº 3,
e o nº 1 armou outro nº 2 e o nº 3 e o nº 4...
morto o nº 1, do incêndio sobreveio uma névoa,
mas o nº 0, então desconhecido, converteu-se no nº 1.


Foi aí que a santíssima guerra virou matemática
fracionária entre complexos, ordinários e infinitos.
Maioria otimista, todos os positivos foram mortos
trapaceados pela neutralidade dos ascendentes negativos.


A dízima periódica composta permeou cada alma
humana das potências elevadas ao cúmulo
ordinariamente enrustidas nos armários quânticos
dos coletivos e multiplicativos do apocalipse.


Alaor Tristante Júnior

10 comentários:

  1. Gostei da sua postura. A palavra também é uma forma de combate, uma arma.É também uma forma de recontar a história. Abraços

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  2. Grande Alaor, impressionando cada vez mais em suas poesias. é isso aí, amigão. Parabéns mais uma vez. Abração.

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  3. Muito poética e inteligente a sua bélica matemática. Trabalho de gênio. Parabéns!

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  4. BELO POEMA!

    imagem e co-relações matemáticas.

    Beijos

    Mirze

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  5. Mostra que no fim os vendedores de armas serão os únicos a sobnreviverem...o resto vai estar se matando por aí.or aí.

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  6. Atenção: dia 13/03 -7h30 reunião do grupo experimental. Vai lá.

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  7. Gostei, Alaor. Acho que estamos combatendo lado a lado, na poesia e na vida.

    W. J. Solha

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  8. Alaor,
    Esta cena sempre me deixou indignado com a presença estadunidense funesta no mundo, ainda mais agora nos seus versos pitagóricos em relação à guerra, o poeta é realmente aquele que vê o mundo do lado de fora da Caverna de Platão, é iso aí. Eu tenho um modesto blog de
    poesia e gostaria muito que o visitasse, 'vida & versos' http://repertorio-tucanlino.blogspot.com/
    Abraços e que a sua veia poética continue cada vez mais.
    Anibal Werneck.

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  9. Alaor, sinto-me perdida, pequena demais para alcançar a potência da expressão matemática proposta.Se não consigo obter resultados dessa raiz sei, porém, que pessoas geniais como você existem para nossa admiração Ab M. Luzia

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