ALAORPOETA

ALAORPOETA

25 agosto 2009

SONETO DO ESQUECIMENTO















Vivo num eterno passatempo
como quem curte ser esquecido
e aprendeu ludibriar o tempo
e dele passar despercebido.

Sou à-toa e ateu daquele tipo
que já enterrou a identidade
e não aceita o tesão precípuo
dos que procuram felicidade.

Sou detalhe no livro da vida
e no palco da sina fingida
passo os meus dias no rodapé.

Bem-aventurados os sem fé
porque eles nunca serão lembrados
para o castigo nem para o agrado.

Alaor Tristante Júnior



Ilustração: pintura de Edvar Munch

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